
Ainda parece que foi ontem, quando à 14 meses tive o meu primeiro dia de trabalho na T-Mobile. Entrevista marcada durante a manhã com o manager da minha empresa e com o manager do cliente. Ainda hoje não consigo entender como é que o despertador não tocou, o que me fez chegar 2 horas atrasado e consequentemente adiar a reunião de apresentação. Bom começo, tacharam...sou o Pedro!
Como primeira experiência fora de Portugal as diferenças foram abismais ao que estava habituado, com tudo de bom e mau a elas relacionado. Como o meu caso foi a outros tantos, não sou único a deixar a empresa e ontem foi a fare-well drinks do meu departamento. Ofereceram-me um guarda-chuva e gravata magenta - no comments, sudoku, garrafa de vinho e dois livros de SAS Survival Handbook: For Any Climate, in Any Situation.
Ficam como memórias: a maravilhosa "tripple chocolate cookie", mais conhecida como a friendship cookie; a nuvem negra do avariado sempre a pairar no ar; a troca de emails para os almoços quase diários com "o que parece holandês", a meia portuguesa, a meia holandesa e a sul africana; a bela paisagem humana e a sua competição no protagonismo quando altura da nova colecção; as 8 horas raramente cumpridas; o 517 e 213 da máquina de café, chá, chocolate quente gratuita; a menina do B3; o andar do departamento de marketing, com altura mínima de admissão de 1,75m - sem saltos altos; os cintos na cintura em altura de Verão; aparvalhanços no cube; a falta de stress; convite para bolo quando há festas de despedida, de nascimento de filho, de boas-vindas, de conclusão de projecto, de início de projecto, porque alguém se lembrou, porque estava sol, por tudo e por nada; o acompanhar o crescimento de cabelo até ao fundo das costas de uma rapariga de cara barrada a barro; o conceito de ter reunião com intuito de se marcar a próxima reunião; o almoço convívio de confraternização do núcleo da comunidade portuguesa a trabalhar e passar tempo na T-Mobile; a Bever mesmo ali ao lado; proximidade da estação de comboios; altura em que acordava às 08:55 para ir para o trabalho; a malta fantástica que conheci!
E como última acção neste terminal de trabalho da T-Mobile, clico no botão "Publicar Mensagem" deste post.
T-Mobile : : goodbye, so long, farewell
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Verão 2009 (parte 5 de 5) :: Impressões finais

Foram umas férias de Verão diferentes na medida que nunca tinha andado com uma mochilona às costas, nem feito uma viagem desta duração sozinho. Foi gratificante o convívio com as pessoas que conheci através do couchsurfing. Cresci como viajante, como pessoa e concerteza que se fosse acompanhado seria diferente. Não melhor, ou pior mas diferente.
Foi uma viagem rápida que serviu para ter uma introdução a cada um dos 4 países onde passei. Foi na Lituânia onde tive as melhores experiências e Talin a cidade que mais gostei.
Ficou para ver/fazer numa próxima:
- percorrer a linda costa da Lituânia de bicicleta, mais concretamente de Nida a Klaipedia e depois seguir para Palanga.
- voltar a Talin no Inverno, quando estiver vestida com as cores do Natal e pintada de branco
- visitar a zona envolvente de Parmu e uma das ilhas da Estónia
- alugar uma casa perto de um lago no norte da Finlândia, assar dentro uma sauna aquecida a lenha, e correr nú para o lago (com a devida precaução para não tropeçar :) Voltar para a sauna e repetir de novo...
O que eu aprendi:
- em viagem por países com diferentes moedas do EUR efectuar, sempre que possível, pagamento com cartão de crédito. Tendo dinheiro, gastem primeiro moedas e depois notas uma vez que é mais complicado trocar moedas nas casas de troca de dinheiro
- não comer comidas muito picantes entre viagens de curta duração. Desregula o organismo e deixa-nos a tocar música por dois dias
- se andarem sem portátil ou telemóvel com acesso à internet, e na eventualidade de não encontrarem cyber-cafés, podem aceder à Internet na maioria dos hóteis. Quase todos eles possuem computadores com ligação à internet a pagantes, obviamente. Reparei também que quase todos os postos de turismo por onde passei disponibilizam gratuitamente computadores com internet. A desvantagem é que as filas tendiam a ser grandes e a utilização do computador mais curta e menos privada. Em Helsinquia, podem utilizar internet gratuitamente na Town Hall. Como soube disto? Perguntem a quem sabe: no posto de turismo :)
- ir ao WC antes de uma viagem longa de autocarro, para não correr o risco de à chegada, partirem a louça do trono
- em países onde não dominam a língua, utilizar a malta jovem como meio de obter informação de bares ou restaurantes, pedir indicações, comprarem bilhetes de comboio/bus...
- não andar com all-stars ou calçado semelhante . Ter um bom calçado para caminhar, com bom suporte lateral - tipo sapatilhas de trekking - para minimizar o cansaço e dores nos pés devido ao excesso de 10kgs do saco
Saldo positivo e foi apenas a primeira viagem do género. Fiquei adepto!
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Viver em Amsterdão

Domingo. Acordar sem despertador, estar uns longos 40m na cozinha a preparar o almoço, ver parte do filme Withnails and I e no fim do dia apanhar o tram, encontrar-me com amigos para visitar o Hoppe, o bar mais antigo de Amsterdão, em plena Spui. No acto de pagar, um português reconheceu o nosso idioma e começou a falar connosco. A pele morena e enrugada já dava a entender que ali havia algumas histórias para contar, muitas viagens feitas - do género de ter estado 3x em todos os países do mundo - no diálogo frequente de nós cá e o Portugal lá.
Foi esta uma das razões de querer vir para Amsterdão. Estar exposto aos imprevistos saborosos que a cidade tem para oferecer. Ver o anoitecer dos canais, caminhar pelas ruas movimentadas, outras desertas e brincar com a máquina fotográfica quando perante uma situação digna de ser gravada em imagem.
Nesta presente estadia tenho uma casa com mais condições de espaço e conforto que as necessárias. Não estou habituado, mas obviamente que não desgosto. Sorte terão as visitas já esperadas para os próximos três fins-de-semanas.
Mesmo que seja apenas pelo olhar da janela do tram, o ver a vida fluir no cima do 8º andar, de não ter de correr aos fim-de-semana para ir ao trabalho ou casa, está a valer a pena a mudança. Primeiro mês passou, que venha o próximo.
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Because today is Friday (the last from C4 building)
Hoje é o último "Hey hey, it´s Friday" no meu actual local de trabalho, em Haia. Próxima semana será importante em novos desenvolvimentos cá pela Holanda. A seu tempo tentarei expô-los aqui com a devida moderação :)
Mas até lá, fica uma música da banda sonora do momento deste estaminé.
Eddie Vedder - Rise
Bom fim de semana!
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Into the wild
Terminei agora de ver o filme Into the Wild. Não se trata de um filme da Disney nem tão pouco um filme de animação. Retrata a história verídica de um jovem, Christopher Johnson McCandless que após terminar o secundário, decidiu doar parte do seu dinheiro para seguir os estudos na universidade e, debaixo do nome falso de Alexander Supertramp, partiu de casa numa aventura solitária em direcção ao Alasca.
Como em quase todos os filmes verídicos, apesar da história base do filme ser verdadeira, existiram algumas modificações na passagem para o grande ecrã e provavelmente para o tornar mais apetecível e dramático.
Não nos vamos agora todos meter numa viagem de comboio até ao glaciar mais próximo, matar animais para sobreviver perante paisagens de cortar a respiração. Pelo caminho conhecemos pessoas interessantes, uma ou duas miudas giras e onde quase tudo corre bem conforme o esperado. Aliás, como curiosidade, de acordo com os experientes na matéria o Christopher cometeu suicídio pois não ia preparado, nem tinha experiência para aguentar por muito mais tempo naquelas condições.
Do que queria falar é da mensagem que é transmitida e que deve ser senso comum para
alguns e relembrada a outros.
Em determinados momentos da vida somos deparados com cenários onde existe uma decisão a ser feita que irá mudar o curso de uma vida. A ser feita? Porquê? Porque quando a pergunta existe, iremos estar sempre curiosos em saber a resposta. Está-nos no gene que iremos esbarrar na pergunta mais tarde ou mais cedo com questões interiores: "E se", "como era", "será que agora" e por aí...
Gostei do filme, da mensagem e o que ela nos faz pensar àcerca de uma derradeira experiência para explorar os nossos limites. O prazer do obstáculo ultrapassado, a aprendizagem na conversa, a liberdade ilimitada, o sermos maior em cada situação repetida, o brilho nos olhos ao viver o presente. O não delimitar a nossa vida de acordo com os paradigmas a nós impostos. Wow....quantas pessoas conhecem assim?
Para mim a questão não deverá ser colocado no ir, mas no vir. Como será a pessoa que irá regressar? Como irá ela sentir-se? Mais rica, interessante, com histórias, com cal na pele, mais magra e sem responsabilidade de casa, família ou lugar. Diferente é certo, mas será mais feliz que a pessoa que partiu quando eventualmente decidir assentar? Quererá assentar ou ficará fiel ao princípio que "home" é onde a estrada nos levar. Uma viagem destas abana os nossos alicerces e quando regressamos ficamos irrequietos, de pensamento vago devido aos pontos de prazer estarem mais dispersos em pessoas e lugares.
O ser humano é um bicho que está descontente e procura sempre mais e melhor. Está no sangue. Mas que não se caia no erro, de forçar decisões só porque estamos descontentes com o que temos. Tem de haver uma razão, uma acendelha, uma luz que nos indique o que seguir, pois para mim, pior que nada fazer, é decidir errado. Não somos todos iguais e o que pode ser transparente para uns, para outros é incompreendido. Por isso, aos meus amigos continuo a desejar a mesma coisa, como fórmula de felicidade: saúde, amigos e amor. Ao que acrescento dizendo façam o favor de ter tomates, partilhar a felicidade e fazer da vida uma alegre salada :)
Existem algumas frases que saltam do filme e que são o seu conteúdo:
- I read somewhere... how important it is in life not necessarily to be strong... but to feel strong.
- I'm supertramp, and you're super apple!
- The core of mans' spirit comes from new experiences.
- Mr. Franz I think careers are a 20th century invention and I don't want one.
- And I also know how important it is in life not necessarily to be strong but to feel strong. To measure yourself at least once. To find yourself at least once in the most ancient of human conditions. Facing the blind death stone alone, with nothing to help you but your hands and your own head.
- Happiness is only real when shared
Já agora, aproveito para também dizer que a banda sonora do filme é fabulosa. Ora não fosse da autoria do vocalista dos Pearl Jam, Eddie Vedder.
| Eddie Vedder - No Ceiling | Eddie Vedder - Society |
Soundtrack's Playlist:
http://www.youtube.com/watch?v=pHcZ1wPsJYY&feature=PlayList&p=96E841BAD63915E7&index=0&playnext=1
Foto real do autocarro mágico:
http://bbs.keyhole.com/ubb/
Auto-retrato do Chris_McCandless:
http://en.wikipedia.org/wiki/File:Chris_McCandless.jpg
Mais informações:
http://en.wikipedia.org/wiki/Into_the_Wild
http://www.imeem.com/
http://en.wikipedia.org/wiki/Chris_McCandless
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Verão 2009 (parte 4 de 5) :: Finlândia/Finland

As últimas 3 noites foram passadas em Helsínquia e já sem a mesma vivacidade, muito por culpa de calçado inapropriodo, sono em falta e ter sido a primeira viagem com mochila BackPack!
A partir de Talin aconselho a não irem ao terminal 1 e a escolherem a companhia Linda line (1h30m por 25Eur).
O primeiro dia foi para descansar e conhecer o host! Foram muitas as conversas até tarde e foi revitalizante para a minha alma ainda pouco viajada, saber que ela dá aulas de Português e que simpatiza com o Porto, onde teve a morar um ano :)



A cidade de Helsínquia é simpática, mas tal como Copenhaga não me fascinou. A ligação com o mar é bastante forte e por exemplo, no mercado principal, era vê-los a vender os seus produtos directamente dos barcos. Achei fabuloso o distrito de design onde encontram-se espalhados por várias ruas dezenas de lojas de criadores finlandeses. Muitas vezes parei em frente às montras a beber das ideias e tomar notas. Um dia :)



Helsínquia foi o palco dos jogos Olímpicos de 1952 e isso sente-se quando se caminha na zona que serviu como base para os jogos. Seguindo um pouco mais, encontramos o The Seurasaari Open-Air Museum que não é mais que uma ilha com construções antigas de madeira. Com entrada grátis, é quase um destino obrigatório. Até porque a caminhada de 30 minutos desde o estádio olímpico faz-se bem!
Curiosidades que constatei:
- O mapa de ruas está escrito em Finlandês e em Sueco
- Vi pelo menos 3 grandes Shopping's no centro da cidade
- Gostei da montra humana, da forma alternativa e diferente em cores e tipo de roupa que vestem
- A cerveja Duvel custava 6,50Eur num bar, não muito central, em Helsínquia. Num bar na holanda encontra-se à venda por 3Eur e a 1,20Eur num supermercado.
Factos rápidos:
- Finlância historicamente fez parte da Suécia até 1802, ano que passou a ser parte da Rússia. Em 1917 ganhou a sua independência
- População de 5.342.344
- A segunda língua oficial é o Sueco
- 80.7% dos finlandeses pertencem à Igreja Luterana e Evangélica da Finlândia
- Finlândia é o único país Nórdico que se juntou à Eurozone. Nokia é a maior empresa finlandesa
- Linux foi uma criação do finlândes Linus Torvalds
- Nightwish, Stratovarius, Apocalyptica, HIM and Lordi são exemplos de bandas finlandesas
- A zona da Lapónia, no norte da Finlândia é conhecida por ser uma das possíveis origens do famoso Pai Natal!
Mais informações:
http://en.wikipedia.org/wiki/Finland
http://www.visitfinland.com/web/guest/finland-guide/home



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Verão 2009 (parte 3 de 5) :: Estónia/Estonia

Continuo a tentar que palavras imprevisto e espontaneidade façam parte da minha vida e como tal decidi de véspera não passar 3 noites em Talin - capital da Estónia - mas apenas 2 noites e a outra em Tartu, que é uma cidade universitária e segunda segunda cidade do país. Queria conhecer a segunda cidade, pois normalmente em todos os paísies estas são diferentes das capitais no sentido de terem menos turistas, menos empresas estrangeiras e no preservarem mais a cultura local. O amigo N. colocou um last request e tive logo várias respostas de onde ficar. Depois de uma viagem de 4h de autocarro a partir de Riga, cheguei a Tartu às 23h onde tinha o meu host à espera. Nessa noite fiquei a dormir na residência universitária onde vim a saber depois que não era permitida visitas a meio da noite, quanto mais pernoitar :) Ainda deu para algumas horas de cavaqueira até às 2 da manhã que no outro dia era dia de conhecer a cidade e apanhar bus para Talin.



Tartu é uma cidade pequena que vale a pena ser visitada, mas se forem com alguns dias à Estónia.
Lanço agora um desafio: se algum leitor deste blog (tu) não estiver familiarizado com uma história saborosa que aconteceu no topo daquela ponte, que utilize o meu endereço de email para me contactar ;)



Das 4 capitais que visitei, foi de Talin que gostei mais. A cidade possui um dos maiores e mais antigos centros históricos da Europa. Adorei fotografar nesta cidade devido à disposição das ruas, das elevações, da abundância de árvores, do espírito medieval presente em cada esquina. E já prometi que ia lá voltar para ver a neve de Inverno.



No segundo dia fui visitar o parque da cidade e a beira rio. Passou-se pelo museu da cidade - que obteve o prémio de melhor museu europeu de 2008. Vi ainda um artista a pintar um quadro com a técnica Airbrush. Em 15minutos ele fez o quadro que está na imagem, e como vi todas as fases, senti que com algum temp, persistência e equipamento até eu podia ser também um DaVinci.das.latas
Curiosidades que constatei:
- Dos três países bálticos (Lituânia, Letónia e Estónia), Estónia é o mais ocidentalizado e desenvolvido. Não sei se devido a este facto ou a uma história mais conturbado, mas as pessoas da Lituânia e Letónia não morrem de amores pelos da Estónia.
- Não fui às grandes ilhas da Estónia, mas pelas impressões que tive e imagens que vi, estou curioso de numa próxima dar lá um salto..
- Em Tartu está o bar com o tecto mais alto do mundo, com o correspondente título Guinesss à porta.
Factos rápidos:
- População: 1.340.415 habitantes dos quais 68.8 % Estonios e 25.6 % Russos.
- 25% da população morreu na Segunda Guerra Mundial
- A Estónia possui o serviço de eGovernment mais avançado da Europa
- Existe uma ligação forte entre Estónia e a Finlândia. Por exemplo, ambas as capitais distam pouco mais de 50kms por ferry e o Estoniano tem algumas bases do Finlandês.
Mais informações:
http://wikitravel.org/en/Tartu
http://en.wikipedia.org/wiki/Estonia
http://www.visitestonia.com/en/



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Verão 2009 (parte 2 de 5) :: Lituânia/Lithuania

Após as primeiras duas noites em Riga, fui de boleia até Vilnius, capital da Lituânia. Pelo caminho fui presenteado pela paisagem rural que une a Lituânia e Letónia e era comum encontrar em cada casa a sua vaquita, o cão à porta e um pequeno terreno cultivo. Pena as fotos não terem ficado em condições de serem visualizadas aqui. Há que manter a qualidade fotogénica deste humilde espaço :)



Trakai é uma pequena vila a 30kms de Vilnius e foi uns dos primeiros pontos centrais do país. O fantástico castelo é circundado por dezenas de lagos e alguns montes pequenos o que torna a paisagem avassaladora. Perto do castelo fomos visitar um estábulo e foi a primeira vez que tive um contacto mais próximo com cavalos e se aguentarem o cheiro típico do interior do estábulo, dar de comer a estes magníficos animais torna-se uma experiência fantástica. Obrigado à N. pelo momento.



Através do contacto de um amigo conheci uma pessoa local que me apresentou uma parte da cidade durante a tarde. A soberba zona da 'The Republic' com alguns edíficios pintados com grafitis e um espaço onde artistas podem fumar as suas ideias. Gosto bastante deste tipo de espaços pois estimulam a criatividade e cortam com o cinzento das cidades. Subindo a rua, algumas dezenas de metro depois existe um café/restaurante chamado Torres que possui uma das melhores paisagens da cidade e onde fomos presenteados com um fantástico pôr-do-sol com as 3 fases: azul claro, azul turquesa com mancha laranja e preto claro. Um momento express: curto mas intenso.



Fiquei em Vilnus duas noites e numa delas fui a uma festa de aniversário surpresa. Grande ambiente com muita vinhaça e música de viola: um momento bonito! Depois segui novamente para Riga de boleia. Foi uma viagem atribulado no sentido que se apanhou duas multas por excesso de velocidade e descobriu-se que quando ainda se consegue percorrer pelo menos 15kms com a sugestão de 0 kms no range do depósito. Já estava a ver a minha vida a andar para trás e ter que empurrar o carro até à bomba de gasolina mais próxima.
Curiosidades que constatei:
- À já algum tempo que não era acordado por lambidelas a poucos centímetros do meu ouvido. Malditos gatos que acordam cedo
- Nos autocarros mais antigos, quando se entra não façam figura de otário indo ao motorista para comprar o bilhete. Sentem-se e uma simpática senhora vai ao vosso lugar para vender a título de transporte
- Vilnius é uma cidade-capital pequena, mas mais agradável que Riga. Possui menos turistas e se calhar devido a isso senti mais empatia com os locais
- A Lituânia foi o primeiro país a separar-se da USRR o que resultou a que outros países seguissem o exemplo
- Nos dos cinemas de Vilnius encontrava-se em exibição um filme de Manuel de Oliveira.
Factos rápidos:
Independente desde 1918
População: 3,555,179 habitantes
Timezone: (UTC+2) (mais duas horas que em Portugal ;)
Possui uma presidente mulher desde este ano. É solteira
Religião: 79% da população pertence à Igreja Católica Romana
Mais informação:
http://en.wikipedia.org/wiki/Lithuania
http://www.lithuaniatourism.co.uk/
http://www.travel.lt/



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Verão 2009 (parte 1 de 5) :: Letónia/Latvia

De pés doridos, costas suadas e barba por fazer, eu estou de volta depois de uma viagem com momentos coloridos, boas conversas e quatro tipos de moeda nacional.
Decidi não colocar todo o texto num único post, mas em o dividir por diversos posts para tornar a leitura mais agradável.
Riga, capital da Letónia foi o primeiro destino das minhas férias deste ano. Riga possui um centro encantador que se caminha perfeitamente em duas horas se seguirem as indicacões do percurso pedonal do mapa turístico.

Devido à fantástica A. tive oportunidade de ir ver pela primeira vez um jogo de hóquei no gelo e....aquilo é desporto verdadeiramente para homens, onde a cacetada faz parte do jogo. Muitos golos, emoção no último minuto (devido ao golo da equipa da casa), onda humana e um ambiente electrizante a cantar: dinamo, dinamoRiga, DINAMO! Este é o desporto nacional da Letónia.


Notei imensos carros caros e até muitas edições especiais que nunca tinha visto na vida. Aqueles mercedes, porshes e BMW de topo, mas com uma versao xxx-a-puchar-para-o-carote. Vim a saber que isso se deve aos imensos russos que vivem em Riga e que tem no carro um símbolo do seu status na sociedade.


A pouca distância de Riga, encontra-se a zona de Jurmala. É uma área banhada pelo mar báltico (que mais se parece uma piscina devido à quase inexistência de ondas) e onde existem muitas casas de férias com o carro-que-dá-status-à-porta. Zona que vale a pena conhecer, sobretudo se o enorme areal estiver deserto e pelas fantásticas casas palacete que por ali abundam.
Curiosidades que constatei:
- Segundo me foi dito e pelo que pude constactar nas viagens internas que fiz, muito do investimento do país está centralizado em Riga e pouco é distribuído às outras cidades. Ao contrário do que é feito na Lituânia por exemplo.
- No primeiro dia de aulas, todos os alunos levam uma flor para a escola. Era ver todas as crianças com uma flor onde a dão à professora e fica a adornamentar a sala de aulas. Será que também a dão ao grandula do professor sisudo de educação física?
- Não é costume as pessoas cumprimentar-se com beijinhos. Mais com aperto de mão ou apenas com um olá. Isto foi estranho de digerir, mas tive que manter a tradição latina.
- Quase todos os eléctricos eram guiados por mulheres e algumas delas jovens e bem jeitosas. Foi-me explicado que por ser uma condução menos exigente tem mais mulheres. Sorri.
- Vi pela primeira trolleybus que se trata de uma fusão entre autocarro e eléctrico. Ou seja, um autocarro normalíssimo mas com conexão a cabos eléctricos no topo do autocarro. Ao que parece quando estes cabos se desconectam do autocarro, o condutor pára o autocarro e coloca umas luvas para os tentar engatar novamente. Imaginem o caos que deve ficar em hora de ponta.
- Os preços são semelhantes aos praticados na Holanda mas o salário mínimo é bem inferior. Devido a este factor existe um enorme fosso entre os ricos e pobres.
Factos rápidos:
População: 2.200.000, dos quais 59.2%Latvians e 28.0% Russians
Tamanho: 64,589 km2, ou seja 2/3 de Portugal (92,345 km)
Independente: da USRR desde 1991
Partilha com a Lituania a origem da língua
Juntamente com Lituania e Estonia, faz parte dos paises bálticos. 3 paises com uma área total quase equivalente ao tamanho da França.
Mais informações: http://en.wikipedia.org/wiki/Latvia



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