Porque você viaja tanto?

28 julho 2009




Estava eu a fazer umas pesquisas e encontrei a resposta de um blogguer brasileiro 'a pergunta: Porque voce viaja tanto?
Para nao ser um post ainda mais comprido, tomei a liberdade de retirar apenas alguns excertos da resposta.

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Viajar pode significar diferentes coisas para diferentes pessoas, mas uma coisa é comum a todas elas: todos sabem porque viajam. Só quem não viaja poderia fazer tal pergunta.

E porque viajamos?
Porque, muitas vezes, mal terminamos uma viagem e já nos pegamos pensando em outra? Por que frequentemente fazemos isso até mesmo ainda durante uma viagem? O que nos move? Por que viajamos tanto? Viajamos por desejo? Por concessão? Por doação, subvenção? Viajamos para concordar? Para discordar? Por admitir, aceitar, conferir, transferir, confirmar, ver e rever? Para comer, sentir, ouvir, namorar, comemorar? Para esquecer, lembrar, fugir, descansar, fotografar?

PESSOAS são diferentes e viajam por diferentes motivos. Há aquelas que viajam para sairem delas mesmas e depois se re-encontrarem em si mesmas. Outras o fazem para sairem da rotina. Algumas apenas para curarem-se de estresse. Todos sabem que o simples fato de mudarmos nosso percurso casa-trabalho-casa por um novo, por algum motivo já nos alivia o estresse. Viajar para destinos longínquos, então, é de certo uma boa atitude para nos curarmos de estresse e até mesmo de depressão. Famílias viajam em férias para divertirem-se. Pessoas viajam por curiosidade do desconhecido. Há os que buscam a natureza, outros para fugirem dela. Inúmeros viajam por aventura. Tem gente que viaja para bronzearem-se. Há os que o fazem para enriquecimento cultural. Muitos viajam para vivenciarem experiências antropológicas. Não nos esqueçamos dos que atraem-se pela convivência com pessoas de culturas e costumes tão diversos. Há os que teem o gosto pela arquitetura. Enfim, as pessoas não viajam apenas em férias, mas também para o descobrimento. De si e do mundo.

Nunca viajo em férias. Viajo por nenhum outro motivo a não ser pelo gosto e filosofia de vida. Distinguo perfeitamente “viagens” de “viagens de férias”. Minhas viagens diferem substancialmente do ato de relaxar e descansar, intrínseco às viagens de férias. Para mim “viagem” significa o ato de interagir com pessoas de um outro país ou cidade, absorver sua cultura, respirar sua essência. Viagens cansam, desgastam, preenchem, sugam, esgotam. Viagens requerem muita atividade física e intelectual. Presupõesm exploração. Ao contrário, férias significam relaxar e desligar-se, seja esticando-se numa praia, boiando numa piscina ou exercendo o que os italianos chamam de dolce far niente. Viagens requerem estar mais receptivo à exposição às belezas da natureza e à grandiosidade do que o homem construiu, e para isso em geral exigem muito mais caminhar, subir, descer, dirigir, pedalar, nadar, escalar e mergulhar em doses maiores do que quando estamos a relaxar.

Eu me incluo na categoria de viajantes que estão interessados em saber o quanto um destino vai lhes proporcionar em termos de experiência e prazer e o quanto de tempo e dinheiro terão que investir na viagem. Viagens custam caro, seja em tempo ou em dinheiro. Frequentemente, ambos. Conciliar tempo e dinheiro e ter a possibilidade de conhecer culturas e costumes o mais diferentes possíveis é o que tem mais me motivado a programar minhas viagens nestes tempos de dólar caro. A melhor razão para eu viajar não tem sido “apenas” descobrir novos lugares, mas descobrir o quanto este lugar pode me afetar intelectualmente e o quanto isto me custará em tempo e dinheiro. É uma importantíssima relação de custo e benefício.

E você, por que viaja ou tem vontade de viajar?
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Texto integralmente retirado daqui:
http://interata.squarespace.com/jornal-de-viagem/2009/3/9/por-que-viajamos-o-valor-de-uma-viagem.html

5 comentários:

  1. Presépio no Canal disse...
  2. Ou porque somos um espírito livre ...é o que o meu marido diz de mim... e adoro o encontro, e sou curiosa, e gosto da surpresa e de imprevistos...já passei por muitas engraçadas...;) e acho importante para a educação da pessoa, para alargares a tua comprensão do Outro, aprende-se a julgar menos, a questionar mais a interagir com mais humildade...
    Acho importante viajar de toda a forma e feitio: sozinha, a dois, em grupo, fazendo campismo, dormindo no metro ou em boas casas de Turismo Rural, testar limites e coragens, cada vez que me lembro de uma no Douro...por aí...
    Viajar é bom. Muito Bom!

  3. Pedro Teixeira disse...
  4. 'E engracado falares acerca dos possiveis imprevistos em viagens, pois foi exactamente isso que ontem estava a falar com um amigo. Os imprevistos de viagens, pouco ou nada planeadas, que acontecem e que dao cor 'as historias que ficam para mais tarde recordar. So recentemente ganhei o bichinho de viajar, onde o importante nao 'e o onde se vai, mas o sair para a descoberta. Quanto mais viajo e me deslumbro, mais viciado fico e apos um regresso, certezas da nossa vida tendem a ficar relatizadas para segundo plano. Sem duvida que o teu comentario complementa o texto do post. Afinal, so quem viaja, sabe do que fala :)

  5. Presépio no Canal disse...
  6. Pano para mangas esta conversa...sabes que uma vez me ia passando com uma colega com quem viajei porque o importante para ela era dizer aos vizinhos quantos países onde esteve, por isso, o que interessava era ver muito em pouco tempo, a correr...Viajar, para mim, não é nada disso, se só tiver um dia, posso ver pouco (geralmente, numa primeira viagem, procuro ver e experienciar aquilo que para mim é essencial ali), mas esse pouco tem de ser muito bem saboreado, isso para mim, é o principal...eu parto do princípio que nunca sei se vou voltar aos lugares, embora, já tenha voltado a muitos deles :).
    Eu devo dizer que planeio as minhas viagens, sei ao que vou e o que quero ver, mas sempre aprendi que um bom planeamento deixa espaço para imprevistos, para outras descobertas... :)
    Sabes, uma das figuras da História de Portugal que mais admiro é o Príncipe das Sete Partidas, O Infante Dom Pedro, filho de Dom João I...ele viajou imenso, aprendeu muito e soube ajustar o que aprendeu às necessidades de Portugal e o seu legado é inestimável. O Rei Dom Pedro V a mesma coisa. Morreu novo, na casa dos vinte, mas era um Homem cheio de visão.
    Viajar para mim é isso: é entregar-me, saborear, aprender, reajustar, voltar nova em folha...
    Portugal é o país onde continuo a gostar mais de viajar...nunca vi um país com tanta coisa e variada por descobrir...palmilhei-o bem, mas sinto-me sempre aquém da descoberta, é como um bom casamento, todos dias um novo dia...
    Tu és do Norte, pelo que percebi :) Conheces uma prainha no meio de videiras ali perto do Palácio da Brejoeira (Melgaço)? essa apanhou-me de surpresa, ali no meio das vinhas...e chegámos lá por uma estradinha muito estreita...

  7. Lu disse...
  8. Muy bello tu blog. Hermosas imagenes y escritos :)

  9. Pedro Teixeira disse...
  10. Acho que ainda nao estou no mesmo nivel de maturidade de viajante como tu, no sentido de perder mais tempo a saborear os locais e costumes. Para la caminho, pois a sede de conhecer e desvendar novos rumos neste momento 'e mais forte e sobrepoe-se ao movimento slow-motion em viajar. Nortenho carago, e a praia de Melgaço esta aponte para uma proxima visita aqueles lados :)

    @Lu: Bem vinda a este espaco. Obrigado pelo comentario quente :)